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Os prós e o contra para a compra do Renault Captur 2.0 16V Intense

O novo SUV da Renault só peca pelo câmbio de quatro marchas

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Existem razões para a compra do novo SUV compacto Renault Captur 2.0 16V Intense?  Muitas, claro. Foi o que o DMAutos, do jornal Diário da Manhã, constatou durante os 10 dias em que avaliou o carro, circulando no perímetro urbano de Goiânia e durante uma viagem  para  Caldas Novas, cidade turística que fica distante 170 km  da Capital. Uma outra pergunta é: Existem motivos para não comprar a mesma SUV que a marca francesa começou a vender no mês passado no mercado brasileiro? A resposta é não, mas com uma única e pequena ressalva. Você vai saber durante a leitura deste texto.

Dentro dos pontos positivos apresentados pelo Captur 2.0 Intense testada, cuja versão é disponível apenas com câmbio automático – o Captur oferece ainda a versão Zen com motor 1.6 16V SCe e câmbio manual de cinco velocidades -, destacamos o belo design, o estilo moderno, o espaço interno, a ausência de ruídos internos, a posição elevada de dirigir, a suspensão bem calibrada, o conforto interno e o amplo porta-malas de 437 litros. Motorista e passageiros têm a impressão de estar dentro num carro muito maior do que realmente é. A altura do solo ajuda a criar essa sensação prazerosa, reforçada pelo que já oferece o ambiente interno.

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O SUV Captur chega como um projeto novo e que chama a atenção pela beleza externa, além da aparência musculosa. É sabido que o consumidor brasileiro busca no design do carro o ponto de partida para a compra. Nesse quesito, o Captur já começa agradar. Dentro do carro surgem mais motivos que agradam, como o espaço interno, o maior do segmento entre as SUVs compactas. Os 4,33 metros de comprimento e a distância entre-eixos de 2,67 metros facilitam a vida dos ocupantes, principalmente de quem vai  no banco de trás.

Fabricado sobre a plataforma do Duster, assim como é o Kaptur russo (é com K mesmo), ainda traz algumas deficiências, como a falta do sistema que desliga e liga o carro nas paradas, ajudando na redução de consumo, conhecido por start-stop, ausência do ajuste de profundidade da coluna de direção, e o sistema de assistência elétrico-hidráulico da direção. O start-stop hoje está presente até em modelos mais básicos e a direção apenas elétrica seria uma solução de grande valia no novo SUV Captur.

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 O novo SUV da Renault tem como principais concorrentes no mercado o Honda HR-V, Jeep Renegade, Nissan Kicks e Chevrolet Tracker e quando receber todos os ajustes passará a criar mais dificuldades para seus adversários. Algumas mudanças estão sendo aguardadas para o próximo mês, como havia prometido a Renault. O emprego do câmbio CVT na versão 1.6 é uma das alterações previstas e provavelmente outras serão adotadas como forma de consolidar a imagem do Captur como um SUV sem contra-indicações no mercado.

O que falta ao Captur 2.0 Intense, versão topo da linha, é uma transmissão com cinco ou seis velocidades. A utilizada pelo SUV, de quatro marchas, trazida do Duster, deixa a desejar. Não que seja uma transmissão ruim ou inadequada, muito menos por falta de confiança. Um projeto totalmente novo como o Captur, que reúne vários atributos que um SUV requer, merecia uma transmissão que desse mais fôlego e agilidade ao SUV, além de ser mais atual e que se encaixaria bem na proposta moderna e estilosa como é o Captur.

Uma coisa é certa: o Captur 2.0 automático, pelo que traz de notável e prazeroso, vale os pouco mais de R$ 88 mil que é comercializado na versão mais completa. Esta, exatamente a que foi testada pelo DMAutos, vem com pintura em dois tons, hoje bastante aceita no mercado, bancos de couro, central multimídia NAV,com tela de 7 polegadas sensível ao toque, GPS, câmera de ré e conexão Bluetooth, velocímetro digital, ar-condicionado automático, rodas  de liga leve de 17 polegadas, eco-scoring e eco-coaching, dentre outros itens.

Na cidade, o conjunto motor e câmbio do SUV Captur rende bem e a restrição de quatro marchas da transmissão pouco influi no consumo, exceto no pára e sai dos semáforos e das longas filas que se formam em horários de picos. Na estrada, uma transmissão com uma ou duas velocidades a mais tornaria o Captur não apenas mais ágil, mas também mais silencioso. Uma pisada mais forte no acelerador cria ruídos na cabine. A falta de um câmbio mais atualizado  é, de fato, o lado negativo do Captur.

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Rodando com gasolina no tanque de combustível, o computador de bordo do Captur testado registrou 6,4 de consumo por litro, enfrentando trânsito mais pesado e considerando ainda um calor intenso. Na estrada, com o mesmo combustível, a marca média foi de 13 km por litro, andando numa velocidade média de 100 km/hora.  Com gasolina, o motor 2.0 oferece 143 cv de potência (no etanol, é de 148 cv)

O interior do Captur acomoda cinco passageiros com o conforto, graças aos 4,33m de comprimento e 2,67m de entre-eixos. As medidas são as maiores do segmento. Os passageiros do banco de trás não têm do que reclamar. O espaço oferecido torna a viagem confortável. A posição de direção (ponto H) é a mais elevada entre os SUVs concorrentes. A área envidraçada, a maior entre os concorrentes, garante excelente visão e traz mais segurança para o condutor, embora na traseira, onde teto e mais rebaixado, a visão do condutor é prejudicada um pouco.

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Completam o conforto no interior do novo modelo da Renault os bancos R-Confort. Eles trazem bidensidade e formato em concha, proporcionando mais ergonomia e conforto. O painel de instrumentos é bem desenhado e funcional, permitindo fácil acesso aos controles. Fabricado no Complexo Ayrton Senna, no Paraná, o Captur utiliza chave cartão que possibilita a ignição simplesmente com a presença do cartão no interior do veículo.

O Captur  é bem completo desde a versão de entrada, oferecendo, dentre outros itens, 4 airbags (dois frontais e dois laterais), controle de estabilidade (ESP), controle eletrônico de tração (ASR), sistema ISOFIX para duas cadeirinhas infantis no banco traseiro, luzes de rodagem diurna LED (DRL), freios ABS,auxílio de frenagem de emergência (AFU) e distribuição eletrônica de frenagem (EBD) e controle de velocidade de cruzeiro (cruisecontrol.

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O Captur oferece a possibilidade de pintura personalizada em nove combinações biton. O teto do pode ser preto ou marfim  e a carroceria  preta, branca, marrom, laranja, marfim, vermelha, prata ou cinza.

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