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Testamos o Onix Effect, a versão esportiva do hatch líder de vendas do mercado

Modelo se destaca pelos detalhes de acabamento sem muitos exageros

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Andamos na versão Effect do Chevrolet Onix 2018. A expectativa era a de usufruir um pouco do que o modelo apresenta de esportivo. Nos detalhes, claro. Na parte mecânica, nada de novo. O motor 1.4 SPE/4 Flex de 106 cv de potência, com etanol, é o mesmo que equipa a linha convencional LT e LTZ. Excelente propulsor, que faz da economia seu ponto forte. O motor 1.4, passou por modificações e ficou bem esperto em acelerações e retomadas na estrada, quando abastecido com álcool e, consequentemente, com oito cavalos a mais de potência em relação ao mesmo motor utilizando gasolina.

Por enquanto, a versão Effect conta apenas com câmbio manual de seis velocidades, que se revela macio e de engates precisos. A troca de marchas manual é algo bastante apreciado por motoristas que gostam, digamos, de fazer as trocas de marchas com o motor girando em altas rotações. Há, contudo, possibilidade de uma transmissão automática de seis velocidades no Effect, mas até o momento só fumaça mesmo. Se acontecer, casa perfeita com o motor 1.4.

 A aparência esportiva foi introduzida na versão Effect com o objetivo de atrair consumidores mais jovens e se destaca na linha 2018 da linha Onix. Os detalhes não carregam ao carro ao ponto de falar em exageros. Essa versão, na verdade, já era conhecida no mercado e exatamente no próprio Onix, mas no modelo que deu lugar ao atual, que foi todo reestilizado. A marca planeja vender ml unidades por mês do Effect e, se depender do que o carro oferece, pode aguardar os resultados com tranquilidade.

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 Com preço de R$ 54.990, posicionado entre o LT e o LTZ, o Onix Effect é vendido apenas nas cores branco e vermelho, mas o que se destaca mesmo no carro são os detalhes que realçam a esportividade e a jovialidade da versão diferenciada do hatch líder de vendas do mercado há dos anos.  O Effect traz spoilers frontal, traseiro e laterais, rodas aro 15 de alumínio, na cor cinza,  e teto pintado de preto brilhante, seguindo a tendência do biton que vem sendo empregado em alguns modelos que já circulam no mercado.

A grade frontal, os adesivos da coluna central e as capas dos retrovisores externos têm cor escura, que faz uma combinação perfeita com o branco ou o vermelho. O Effect se diferencia ainda pelos adesivos que indicam a versão na grade frontal, nas laterais e na tampa do bagageiro, bem como o emblema “Effect” cromado e bem aparentes nas portas dianteiras. O conjunto óptico oferece máscara negra nos faróis, luz de posição em LED, faróis auxiliares com moldura preta e lanternas com lente vermelho-rubi.

O interior escuro é agradável e chama a atenção pelos detalhes em vermelho  nas molduras das saídas de ar do painel e no contorno dos aros do volante. Para garantir um toque a mais de esportividade, o Onix Effect ganhou volante multifuncional com desenho exclusivo. Por sua vez,  os bancos (assentos e encostos) trazem  costuras vermelhas e os controles do ar-condicionado e do multimídia, as maçanetas das portas e a manopla do câmbio são cromados.

Foto Onix Effect Interior

Impondo-se com seu apelo esportivo, o Onix Effect nasce bem equipado, oferecendo tecnologias como central multimídia MyLink, que espelha smartphones da Apple ou com sistema Android, sistema de concierge OnStar, direção elétrica, ar-condicionado analógico, sensores de ré, vidros elétricos nas portas dianteiras (não tem explicação a falta de vidros elétricos nas portas traseiras, nem que a justificativa seja o custo), travas e ajuste de altura do volante e do banco do motorista.

Os números apontam que o Onix 1.4 manual faz 12,5 km/l na cidade e 14,9 na rodovia, utilizando gasolina. Com etanol, combustível que utilizamos na avaliação do modelo, o Onix Effect, que acabou ganhando um pouco mais de peso com os apetrechos da esportividade, fez em torno de 9,0 km/l na cidade, com uma pisada mais leve no acelerador. Na estrada esse o consumo passou dos 10,5 km/l. Uma boa surpresa, por se tratar de um combustível de queima maior, assim como foi uma surpresa boa poder desfrutar de um carro que te permite ter a sensação de estar na condução de um modelo realmente esportivo nos detalhes de acabamento.

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No geral, o modelo é bonito, com uma aparência leve de esportividades e comportou bem durante o test drive durante uma semana percorrendo trechos urbanos, rodovias e estradas de chão, embora este último não seja o foco de atuação do Effect. O fizemos, porém, apenas, para confirmar o que já tínhamos conhecimento em elação à versão LTZ convencional. A cabine não apresentou ruídos, nem nos momentos em que percorremos estradas de chão, e o motor 1.4 não tem nada de esportivo, mas é altamente eficiente em termos de desempenho e economia.

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