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Veículo autônomo conceito da Peugeot é totalmente instintivo

A Peugeot mostra as primeiras imagens do conceito Instinct Concept, o automóvel autônomo do futuro e que será apresentado no Salão Internacional do Automóvel de Genebra, que começa na próxima terá-feira, dia 7, e vai até o dia 19, na Suíça. “Desenvolver um carro autônomo é um desafio estimulante....

Peugeot 3 A Peugeot mostra as primeiras imagens do conceito Instinct Concept, o automóvel autônomo do futuro e que será apresentado no Salão Internacional do Automóvel de Genebra, que começa na próxima terá-feira, dia 7, e vai até o dia 19, na Suíça. “Desenvolver um carro autônomo é um desafio estimulante. Trata-se de reunir os opostos, uma condução ativa e um modo independente, tudo com um objetivo: ser sempre uma fonte de prazer e suscitar emoções. O Peugeot Instinct Concept, que utiliza carroceria com carroceria Shooting Brake,  é o primeiro conceito de carro autônomo que não negligencia o prazer do automóvel.”, Gilles Vidal, diretor de Estilo da Marca.

Como a condução independente representa a próxima revolução automobilística, todos os fabricantes deverão ser capazes de implementar essa tecnologia. Porém, a maneira de orquestrá-la fará toda a diferença entre as marcas. O Peugeot Instintc Concept evolui em simbiose com todos os objetos conectados para viver a mobilidade de uma nova maneira. O carro integra os dados que motorista quiser compartilhar, provenientes do smartphone e do relógio de pulso conectado.

As atividades cotidianas agora são realizadas sem interrupção. De casa ao trabalho, passando pelo lazer, o Peugeot Instinct Concept oferece um novo leque de utilizações, com total fluidez. E pela primeira vez a plataforma I.o.T[1] é embarcada em um automóvel. Trata-se da tecnologia Samsung Artik Cloud que integra o automóvel à nuvem de seu proprietário.

O conceito Peugeot Instinct disponibiliza quatro modos de deslocamento, dois modos de condução (Drive Boost ou Drive Relax) e dois modos autônomos (Autonomous Sharp ou Autonomous Soft).

O Peugeot Responsive i-Cockpit redefine o espaço interno para adequar-se às utilizações geradas pela condução autônoma. As interfaces se configuram – antes, durante e depois do uso – em função do modo de deslocamento e do perfil do condutor. Mesmo assim, quem estiver ao volante mantém, em todas as circunstâncias, o controle do veículo. No modo Autonomous, ele é capaz de executar um comando ou uma manobra, através do i-Device implantado no console central.

O Instinct  se apoia no deep learning, um método de conhecimento usado para estabelecer o perfil de seu utilizador. Para isto, a plataforma I.o.T (Internet of Things) Samsung Artik Cloud conecta os objetos do seu cotidiano e agrega dados de relógios de pulso conectados, smartphones e redes sociais.

                                                                                                     Cansaço

A Peugeot e a Sentiance, empresa de Data Science, processam os dados para torná-los explícitos e determinar o perfil de cada um. Esta análise é dinâmica e evolui constantemente. Graças a ela, o Instinct Concept pode se pré-configurar e/ou adaptar sua arquitetura para corresponder plenamente às necessidades e aos desejos de seu utilizador.

Você sai de casa quinze minutos mais cedo do que de costume para chegar ao seu compromisso das 8h30. A navegação do seu carro e sua agenda se consultarem, levando em conta a situação do trânsito e as condições climáticas e sugeriram que saísse de casa a esse horário para garantir sua pontualidade. A bordo do veículo, o sistema de Alta-fidelidade FOCAL toca a música que você estava ouvindo em casa. A partida do motor se encarrega de trancar a porta de sua casa.

Seu nível de cansaço é intenso depois de práticas esportivas. Informado por seu relógio de pulso, o Instinct se configura automaticamente em modo Autonomous Soft.  Dessa forma, você já pode começar a descansar durante o trajeto de volta para casa. Ao se aproximar, a iluminação externa é ativada para sinalizar sua vaga de estacionamento. Como sua atividade física da véspera não foi suficiente, seu carro sugere que você faça uma caminhada e estacione numa distância de 10 minutos a pé do escritório.

Para chegar ao local do seu compromisso, seu trajeto passa por uma autoestrada e por uma estrada sinuosa. A primeira parte do percurso é percorrida em modo Autonomous Sharp. Depois, como o seu carro sabe que você aprecia uma condução dinâmica, ele se autoconfigura em modo Drive Boost ao chegar nas curvas.

Para o usuário, a fluidez da condução é inédita. O carro programa os equipamentos: modo de condução, regulagem das interfaces e dos bancos, ambiente luminoso, sistema HiFi etc. Todavia, o Homem mantém o poder de decisão, podendo escolher o modo de condução manual ou deixar o carro assumir o comando graças ao modo Autonomous.

Os quatro modos permitem uma gestão bastante sutil. O Drive Boost foca numa condução dinâmica. O Drive Relax lança mão dos ADAS (Advanced Driving Assistance Systems) para auxiliar o condutor. Por exemplo, a comutação automática dos faróis altos/baixos ou o controle de velocidade ativo.

Em modo Autonomous Soft o conforto é privilegiado. Assim, os deslocamentos podem ser um pouco mais longos, propícios para assistir a um filme, ler ou descansar. Enfim, o modo Autonomous Sharp otimiza os tempos de deslocamento e adota um comportamento na estrada preciso e eficiente.

Peugeot 4

Os conceitos apresentados até agora talvez tenham construído uma imagem elitista do Instinct Concept. Talvez até e um carro dedicado ao segmento topo de linha, ou unicamente ao condutor. A visão da Marca é radicalmente diferente. A condução autônoma deve beneficiar o maior número de pessoas possível. Isto é visível na arquitetura interna adaptativa e inovadora, o Responsive i-Cockpit.

O ambiente do condutor revela uma cinemática aérea durante a transição entre os modos Drive e Autonomous. O volante compacto e a lâmina que sustenta os toggle switches são escamoteados no painel de instrumentos. Ao mesmo tempo, o pedal de acelerador também é ocultado.

Qualquer que seja o modo ativado, o condutor mantém o controle do veículo. Embora isto seja evidente no modo Drive, essa particularidade do Peugeot é instigante no modo Autonomous. Ao lado da tela de 9.7’’ localizada no console central, o i-Device permite comandar as ações. Basta um único gesto, por exemplo, para ultrapassar o veículo à frente ou mudar a tipagem.

Em modo Drive, os mostradores holográficos fornecem as informações relativas à condução: velocidade do veículo, repartição entre as duas energias do grupo motopropulsor PHEV, carga da bateria…  A retrovisão digital alerta quando um veículo se encontra no ponto cego.

O Responsive i-Cockpit posiciona cada passageiro num espaço privilegiado e individual, mesmo a bordo de um veículo compacto. Para preservar o espaço reservado a cada um, os bancos são inspirados no universo aeronáutico. Eles separam as partes da estrutura e as zonas de contato com o corpo – assento, encosto e apoio de cabeça. O ocupante escolhe a regulagem mais propícia à sua atividade: posição deitada para descansar, ereta para conduzir ou intermediária para assistir a um filme ou trabalhar.

Os passageiros podem comunicar com o carro através de um chatbot, assistente pessoal vocal que disponibiliza acesso a uma gama infinita de serviços. Comandos expressos com naturalidade permitem, por exemplo, reservar um ingresso de cinema ou fazer uma compra online.Peugeot-Instinct-Concept-5

As proporções do Concept da Peugeot baseiam-se na grande tradição dos fabricantes de carrocerias. O longo capô esconde os 300 cavalos de potência desenvolvidos pelo grupo motopropulsor híbrido PHEV. As caixas de roda com curvas generosas exprimem a aderência ao solo e a potência deste veículo com tração nas quatro rodas.

Como a pupila dos olhos, no centro de cada farol de LED encontra-se uma câmera. Esse dispositivo óptico varre o entorno do veículo para alimentar os sistemas de ajuda à condução. A grade apresenta uma permeabilidade diferente dependendo da localização. Essa estrutura semi-côncava abriga um Leão com acabamento dicróico azul-verde, cuja percepção varia de acordo com o ângulo de visão. Além disso, no modo Autonomous, sua base ganha uma animação em tons de branco.

De ambos os lados dos faróis, a assinatura luminosa estende-se por toda a altura da máscara dianteira. Ela é acionada a partir de 90 km/h com um foco duplo. Os dois fachos luminosos são unidos na parte inferior por uma lâmina, conferindo apoio suplementar na dianteira.

Por outro lado, esse movimento revela uma abertura destinada a reduzir a pressão exercida sobre a carroceria durante o deslocamento do veículo. O ar penetra pela face dianteira e é expelido sobre a superfície das rodas. Essa carenagem virtual visa anular a interferência aerodinâmica na suspensão, juntamente com o trabalho das rodas de cinco aros feitas em alumínio e desenhadas por finos sulcos que contribuem para sua leveza.

Essa função aerodinâmica também está presente na traseira. O fluxo de ar é aspirado por uma abertura situada na altura da linha de cintura da porta dianteira. Ele é então direcionado para o difusor, sobre o qual se encontram as luzes 3D unidas por uma faixa luminosa. Na parte superior, o teto de vidro rebaixado se aproxima dos passageiros. Esse desenho é destacado pela tonalidade azul profundo, com três camadas de verniz, que recobre toda a carroceria.

Peugeot Instinct 2

 

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